Tratamentos

A próstata é uma glândula do tamanho de uma noz, presente no corpo do homem. Ela está localizada entre a bexiga e a pélvis do homem, à frente do reto. A sua função é produzir parte do líquido que forma o esperma, ajudando a alimentar e proteger os espermatozoides. Na medida em que o homem envelhece, a próstata começa a crescer. Essa condição não está relacionada ao câncer de próstata. Entretanto, é muito importante acompanhar esse desenvolvimento, pois os sintomas podem ser bastante incômodos e levar a complicações que incluem:

– Fluxo de urina fraco ou em gotas;

– Urgência para urinar, podendo haver vazamentos;

– Sensação de que a bexiga não foi totalmente esvaziada;

– Vontade mais frequente de urinar, principalmente à noite.

O câncer de próstata é o segundo tumor maligno mais comum do homem. Para diagnosticar a doença em fase inicial, é preciso realizar o exame de toque retal e o exame de PSA a partir dos 50 anos, ou antes, em caso de histórico da doença na família. Um dos tratamentos para o câncer de próstata localizado é a prostatectomia radical. Essa cirurgia pode ser realizada por via robótica, laparoscópica ou aberta.

Independente da técnica cirúrgica, há o risco em 20% dos casos de incontinência urinária pós-operatória e essa sequela pode ser tratada com a Fisioterapia Pélvica. A perda de urina leva ao isolamento social, baixa autoestima e nervosismo, sem falar do aumento de custos com a compra de absorventes.

O homem não precisa ter medo da incontinência pós-cirúrgica, pois existem tratamentos para esse problema. Atualmente, é recomendado iniciar a Fisioterapia Pélvica logo no pré-operatório para a prevenção e redução dos riscos de incontinência – essa recomendação é comprovada por estudos de revisão e meta-análise.

A Fisioterapia Pélvica tem recursos como a eletroestimulação, que deve ser iniciada de forma precoce para tratar a neuropraxia (lesão do nervo) pós-cirúrgica, os exercícios específicos para o assoalho pélvico, para fortalecer a musculatura da região da cirurgia, biofeedback e exercícios funcionais, além da terapia comportamental.

Distúrbio caracterizado pela dificuldade persistente para evacuar. Esse tipo de problema é recorrente nas mulheres, especialmente durante a gravidez, nas crianças e idosos. Pode estar também associado a doenças do cólon e do reto, como diverticulose, hemorroidas, fissuras anais e câncer colorretal.

A forma mais eficaz de prevenir a constipação intestinal é a ingestão de água, o consumo de fibras e a prática de atividade física. As fibras auxiliam na formação do bolo fecal e, em parceria com a quantidade de líquido ingerido e a atividade física, são responsáveis por estimular a atividade muscular intestinal. Se, ainda assim, os sintomas persistirem, é importante compreender o tipo de constipação que você tem.

A constipação pode existir por um distúrbio defecatório, dificuldade no relaxamento da musculatura da região anal e assoalho pélvico, causando muita dificuldade na evacuação, levando a um esforço excessivo para defecar com sensação de obstrução. A disfunção pode estar relacionada a alguma alteração muscular ou tecidual na região anorretal. A fisioterapia, através do biofeedback e técnicas corporais, ensina o paciente a compreender o seu corpo e a relaxar os músculos corretos para evacuar mais facilmente.

É muito desesperador tentar evacuar e não conseguir. Esses pacientes com alteração da dinâmica evacuatória que, mesmo com o ajuste da dieta e ingestão de fibras, não melhoram a dificuldade para evacuar, precisam da fisioterapia.

Esta patologia afeta entre 30 e 60% das mulheres durante o período do climatério e na menopausa, mas também pode ocorrer no período reprodutivo. Os tipos mais comuns de incontinência urinária são:

– Incontinência Urinária de Esforço, quando há perda de urina no momento do esforço como tosse, espirro, risada, pulos, dentre outros;
– Incontinência Urinária de Urgência, quando há aumento da freqüência urinária e um desejo imperioso de urinar (urgência urinária) podendo apresentar perda de urina ou não; e a
– Incontinência Urinária Mista, que é a presença de sintomas dos dois tipos de incontinência anteriores.

O tratamento da incontinência urinária depende do tipo, da gravidade e da causa. Pode ser necessária uma combinação de tratamentos que envolvem técnicas comportamentais, cinesioterapia do assoalho pélvico e estimulação elétrica.

A incontinência urinária (IU)em esportistas é uma realidade, principalmente aqueles que praticam atividades de alto impacto, como as corredoras. Estima-se que 200 milhões de pessoas no mundo apresentam algum tipo de IU. A perda involuntária de urina tem origem no aumento da pressão intra-abdominal e no enfraquecimento do assoalho pélvico, formado por músculos, ligamentos e fáscias e responsável, sobretudo, por sustentar a bexiga, o útero e o reto.

Durante a corrida, o impacto na região é de três a quatro vezes o peso corporal. Outro fator relacionado à incontinência urinária é a diminuição nos níveis de estrógeno, que resulta na redução do tônus muscular. O acompanhamento de um profissional habilitado é fundamental para avaliação pélvica e tratamento da perda de urina.

A bexiga hiperativa é uma síndrome que se caracteriza pelos seguintes sintomas: urgência urinária, que pode causar ou não incontinência urinária, aumento da frequência das micções ao longo do dia e necessidade de levantar à noite para urinar várias vezes. Estima-se que cerca de 20% da população sofra com esse problema, que é provocado por uma redução da capacidade da bexiga de armazenar a urina.

A Bexiga Hiperativa é um problema de origem neuromuscular, no qual o músculo detrusor (músculo da bexiga) contrai-se inapropriadamente durante a fase de enchimento da bexiga – independente da quantidade de urina armazenada no órgão – fazendo com que a pessoa sinta necessidade de eliminar.

De acordo com as sociedades de urologia, a primeira linha de tratamento para a bexiga hiperativa é a terapia comportamental e mudanças de hábitos. A terapia comportamental ensinada pelo fisioterapeuta pélvico visa orientar o paciente a melhorar o controle sobre a bexiga. A combinação entre medicamentos e outros tipos de tratamentos, como a Fisioterapia Pélvica, costuma ser eficaz na maioria dos casos.

O treinamento muscular, com exercícios específicos no momento da urgência urinária, inibe a contração da bexiga, através de mecanismos de reflexos neurais, e permite um melhor controle sobre a micção.

A diástase caracteriza-se pelo afastamento da musculatura da barriga. Esta separação do músculo reto abdominal pode comprometer a estabilidade corporal e a mobilidade, contribuindo para o aparecimento de dor nas costas, comprometendo a postura, respiração, além de problemas estéticos. O tratamento será indicado de acordo com o grau de diástase que o(a) paciente apresenta. A gestação pode causar afastamento dos músculos e através da fisioterapia é possível promover o fortalecimento da área acometida. Muitas vezes, é possível reverter a situação com exercícios físicos em até três meses.

As estatísticas comprovam que cerca de quatro em cada dez mulheres sofrem com algum tipo de dor durante a relação sexual. O termo dispareunia significa “relação sexual dolorosa”. A dor pode acontecer antes, durante ou após a relação sexual. As disfunções mais comuns são:

– Vaginismo: quando a mulher não consegue ter uma penetração sem dor (seja pelo pênis, por um dedo ou pelo absorvente interno). O problema  conhecido, muitas vezes, impossibilita até o preventivo médico e o uso do espéculo.

– Vulvodínia: quando há um desconforto na região vulvar (genitália externa, principalmente entre os pequenos lábios), sem que haja sinais de inflamação (vermelhidão com dor) ou de infecção (inflamação causada por microrganismos). A mulher sente ardência e desconforto constante, não só associada à função sexual.

É importante que o tratamento seja associado à psicoterapia nos casos de abuso sexual ou estresse emocional por uma educação muito repressora. A dor gera uma contração muscular reflexa, que gera aumento de tônus e mais dor. Então, a paciente fica em um ciclo de dor e contração. A fisioterapia pode ajustar a função muscular nesses casos, com eletroterapia e relaxamento muscular, gerando melhora do tônus dessa região.

A dor pélvica é sentida na região abaixo do abdome e, geralmente, é sinal de problemas ginecológicos, urológicos, intestinais ou relacionados à gravidez. Ela atinge homens e mulheres e causa disfunção sexual em ambos. Primeiro o paciente precisa passar pelo médico e ter o diagnóstico e tratamento adequado. Muitas vezes, o paciente trata o problema pélvico e o corpo fica com a memória da dor, e essa pode ser ajustada pela fisioterapia.

Considera-se uma dor crônica caso persista por mais de quatro a seis meses. Após o diagnóstico, é importante começar o tratamento médico e, em um segundo momento, a fisioterapia. Caso a dor pélvica seja de origem muscular, pode ser realizada a fisioterapia associada. As terapias mais comuns aplicadas são: liberação miofascial, biofeedback eletromiográfico, dilatador vaginal, calor/gelo, ultrassom, exercícios de alongamento e fortalecimento, técnicas de correção postural e exercícios aeróbicos.

Existem dois tipos de retenção urinária: obstrutiva e não obstrutiva. Se houver uma obstrução, a urina não consegue fluir livremente através do trato urinário. Causas não obstrutivas incluem músculo fraco da bexiga – problemas nervosos que interferem nos sinais entre o cérebro e o órgão, além da e falta de relaxamento da musculatura pélvica para permitir a micção. As causas precisam ser investigadas para que o tratamento seja direcionado.

O urologista irá identificar se há formação de cálculos no interior das vias urinárias, processos infecciosos persistentes das vias urinárias, tumores das vias urinárias e os dos órgãos vizinhos (sobretudo os da próstata) ou até a existência de alterações na anatomia das vias urinárias ou problemas nos mecanismos nervosos que intervêm na micção (por exemplo, a bexiga neurogênica), que podem acarretar na obstrução urinária.

Após o diagnóstico, o tratamento através da Fisioterapia Pélvica é bastante eficiente nos casos de desajustes musculares, trazendo propriocepção, inicialmente relaxamento através do biofeedback negativo e posterior fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico (MAP), para melhor controle e função miccional.

Com as mudanças de comportamento social, as mulheres passaram a buscar novas técnicas de estética, inclusive a vaginal. O corpo envelhece como um todo e, com isso, a aparência da vagina também começa a apresentar perda de volume (aspecto murcho), os pelos pubianos ficam brancos e a entrada do canal vaginal se alarga, principalmente em mulheres que passaram por um parto. As técnicas de estética vaginal se dividem em cuidados para a vagina (região interna) e para a vulva (região externa).

A radiofrequência é a aliada para melhorar a perda de volume e flacidez na área externa da genitália (os grandes e pequenos lábios). A técnica funciona através do calor, promovendo modificações na estrutura celular. A radiofrequência estimula a produção de colágeno local, o que permite uma pele mais firme e inchada, com uma aparência mais rejuvenescida dos lábios vaginais. Ela funciona de forma eficaz e totalmente indolor e sem qualquer tipo de contraindicação e efeitos colaterais.  Em geral, para melhorar só a aparência da pele, são necessárias de 4 a 6 sessões e não é preciso cuidado especial após o tratamento.

A bexiga neurogênica é uma condição complexa e de uma forma simplificada: é a incapacidade de controlar o ato de urinar devido a uma disfunção na bexiga, no esfíncter urinário ou ambos. Após diagnóstico médico, é importante começar o tratamento para prevenir uma lesão renal. É importante compreender e identificar que tipo de bexiga neurogênica o paciente apresenta para o tratamento mais específico, que pode ser:

– Hipoativa: quando o músculo da bexiga não consegue contrair no momento adequado da micção, podendo estar com esfíncter urinário sinérgico ou dissinérgico;

– Hiperativa: quando existe contração excessiva do músculo da bexiga no momento do enchimento vesical, podendo estar com esfíncter urinário sinérgico ou dissinérgico;

O tratamento vai depender do tipo disfunção e inclui o uso de remédios, aplicação de toxina botulínica, fisioterapia, uso de sonda vesical ou cirurgia. A fisioterapia consiste em fortalecer ou relaxar o pavimento pélvico e neuromodular da bexiga. Nos casos em que a doença não tiver cura, o intuito será melhorar a qualidade de vida do paciente, além de evitar infecções de repetição e o comprometimento renal.

Incontinência fecal e incontinência anal é a perda involuntária de fezes ou gases. O sintoma varia desde perda apenas de gases, um vazamento ocasional de fezes líquidas ou muco, até uma falta de controle completa sobre o ânus, com perda de fezes sólidas. Esse tipo de incontinência é sete a oito vezes mais frequente no sexo feminino, principalmente em pessoas com mais de três partos vaginais, e também na população geriátrica (acima de 70 anos de idade). O diagnóstico e tratamento da doença, às vezes, é tardio, pois os portadores do distúrbio não costumam conversar sobre o assunto e isso vai comprometendo cada vez mais a qualidade de vida dos pacientes e levando ao isolamento social.

A incontinência fecal pode ser congênita (malformação anorretal e ou da coluna lombo-sacral) ou pode ter causa adquirida. As principais causas da incontinência fecal são: dano muscular, constipação, perda de capacidade de armazenamento (perda da complacência), cirurgias anais e retais, senilidade, diarreia, causas psicogênicas e outras condições adversas.

O tratamento depende da gravidade dos sintomas, presença ou não de secção do esfíncter anal, presença de doenças associadas, da idade e condições clínicas do paciente. São eles: modificações da dieta, exercícios pélvicos orientados (biofeedback), utilização de plugues anais ou de agentes de preenchimento, eletroestimulação e cirurgias reparadoras dos músculos lesados. Busque ajuda de um profissional e tenha qualidade de vida!

Anismo, ou síndrome puborretal, é definido como contração paradoxal ou relaxamento inadequado da musculatura do assoalho pélvico durante a tentativa de evacuar ou força propulsiva inadequada. Durante a fase de defecação, essa musculatura deve se manter relaxada, favorecendo a passagem das fezes. Porém, com a presença da incoordenação, acontece o contrário, pois ocorre a contração desses músculos, dificultando a saída do bolo fecal pelo canal anal.

A Fisioterapia Pélvica trata essa disfunção, promovendo melhor coordenação e relaxamento dessa musculatura. Outros recursos utilizados são o biofeedback eletromiográfico, balonete anorretal, eletroestimulação, treino evacuatório.

No prolapso dos órgãos pélvicos, a vagina e os órgãos próximos (uretra, bexiga, reto, intestino) saem da sua posição normal e descem, por fraqueza ou flacidez dos tecidos e músculos de suporte da região pélvica. A consequência é a sensação de peso vaginal ou o órgão pode sair pela vagina “bola que sai pela vagina”.

Os fatores de risco para este tipo de patologia são: a gravidez, os múltiplos partos, a menopausa, as histerectomias prévias (retirada do útero), a obesidade, o trabalho pesado ao longo da vida e as alterações do tecido conjuntivo, que podem ser de causa hereditária. À medida que a população envelhece mais prolapsos irão sendo diagnosticados, prevendo-se que cerca de 50 % das mulheres irão sofrer com algum grau de prolapso ao longo da sua vida. No entanto apenas 11 % apresentarão prolapsos com sintomatologia, que necessite de tratamento cirúrgico.

Uma mulher com prolapso deverá ser motivada para a prática dos exercícios de Kegel, na tentativa de evitar que a sua situação se agrave. Os exercícios de Kegel são contrações voluntárias dos músculos do assoalho pélvico com o objetivo de fortalecer essa região.