Procedimentos

O Prolapso de Órgãos Pélvicos (POP) é uma condição que afeta 15% a 30% das mulheres com mais de 50 anos. É popularmente conhecido como útero caído, descida da vagina após remoção do útero, bexiga caída e reto caído. Mas essas condições têm tratamento e um deles é o uso do pessário vaginal. Eles são acessórios de uso ginecológico produzidos com silicone e utilizados no tratamento das condições citadas acima, reajustando anatomicamente os órgãos pélvicos, sem precisar de cirurgia.

O Pessário Vaginal também é indicado para trazer mais confiança e qualidade de rendimento para as mulheres atletas que sofrem de perda urinária. Ele funciona como uma barreira mecânica na região de enfraquecimento da uretra, evitando as perdas indesejáveis. O método é efetivo, fácil, de baixo custo e com impacto positivo significativo na qualidade de vida das mulheres, principalmente as que apresentam contraindicação ao tratamento cirúrgico.

Estimula a musculatura e os nervos da região vaginal e perineal para melhorar a percepção vaginal e a força de contração perineal. É indicado para as pacientes que não conseguem contrair a musculatura perineal, flacidez vaginal e dificuldade de percepção. Em pacientes com vulvodínia ou dores; também podem ser usados para analgesia e relaxamento.

Estimula a musculatura e os nervos da região anal. Melhora o tônus da região anal e a sua vedação nos casos de perda de fezes e gases.

É indicado para pacientes com Bexiga Hiperativa para neuromodulação vesical. Ele estimula os nervos para a região pélvica e bexiga.

É indicado para pacientes com Bexiga Hiperativa para neuromodulação vesical e incontinência fecal por estimular o esfíncter interno do ânus.

Facilita a compreensão da contração dos músculos pélvicos pela visualização do movimento através de sonda vaginal, anal ou de superfície. Quando há uma contração pélvica, o aparelho gera um gráfico no computador, facilitando o entendimento da musculatura específica que precisa ser contraída, pois muitos pacientes sentem dificuldades em perceber essa região. É usado também para compreender a melhor posição para o relaxamento pélvico para evacuação.

Treino do relaxamento muscular no momento da micção – é um aparelho que pode ser usado para ensinar a forma correta de urinar, pois irá gerar um gráfico da fluxometria e o padrão miccional do paciente. Ele vai ajustando o padrão de urinar com a ajuda do aparelho.

São exercícios específicos para o assoalho pélvico, criados de forma personalizada para fortalecer a região perineal e depois agregar com outros grupos musculares maiores, para potencializar e ajustar a uma contração associada a função.

São dispositivos de forma anatômica com pesos variados (20g a 120g) que são inseridos na vagina para estimular a percepção vaginal para a correta contração. Proporciona uma carga progressiva para o treino da musculatura. À medida que o músculo melhora a força e o tônus, o peso do cone é ajustado para a carga mais pesada. É utilizado o mesmo princípio de hipertrofia muscular na academia, pois é o mesmo tipo de músculo estriado esquelético, portanto pode melhorar com treino e carga.

A melhora dos músculos do assoalho pélvico está associada à melhora da função sexual da mulher com percepção mais fácil e orgasmo mais intenso.  A mulher pode contrair a musculatura de forma voluntária e com uma força adequada no ato sexual – contração vaginal ao redor do pênis – gerando uma melhor satisfação para a mulher e o seu parceiro, deixando de sentir uma vagina flácida.

Em casos de dores na relação sexual – dispareunia e vaginismo – e dificuldade na penetração e percepção pélvica, a fisioterapia pode utilizar desse dispositivo para progressivamente ajustar o relaxamento da região perineal. O objetivo é aumentar a capacidade elástica dessa região e a percepção com a dilatação progressiva sem dor para permitir o ato sexual.

A Ginástica Hipopressiva é uma combinação de exercícios das musculaturas abdominal, do assoalho pélvico e do peitoral. A aspiração diafragmática potencializa a contração perineal e permite um melhor ajuste abdomino pélvico. Importante ferramenta em pacientes que não sabem contrair a musculatura perineal, pois a força diafragmática facilita a contração perineal. Criada pelo francês, Marcel Caufriez, vem sendo amplamente utilizada e ajustada para fortalecimento abdominal e perineal.

Os músculos do assoalho pélvico são um conjunto muscular em formato de rede que sustenta os órgãos pélvicos da mulher (bexiga, útero e reto) e do homem (bexiga e reto). Podem estar flácidos, causando incontinência urinária, queda de bexiga, útero e reto e ou incontinência fecal (perda de fezes ou gases). Mas ele pode estar tenso e dolorido, gerando dor na relação sexual, dificuldade para urinar e prisão de ventre. O ideal é que esses músculos estejam com tônus normal, nem flácidos e nem tensos.

No primeiro momento da reabilitação do assoalho pélvico, é importante ensinar o movimento correto de contração perineal para o paciente. Uma vez compreendido o movimento, ele será treinado para se tornar automático – é como aprender a andar de bicicleta. O segundo momento será a associação da contração perineal com outros músculos grandes do corpo tais como: adutor, glúteos e membros superiores. E o terceiro e último processo de reabilitação perineal corresponde à funcionalidade – apreender a usar essa musculatura no dia a dia, de forma automática.

O intuito é, através de contrações voluntárias e repetitivas do assoalho pélvico, aumentar a força muscular, resistência e coordenação, para que ele retorne a ter um padrão de normalidade.

Essa eletroestimulação do nervo busca inibir as contrações involuntárias do detrusor e, com isso, diminuir o número de micções, aumentar a capacidade vesical, determinar o aumento de força de contração do músculo elevador do ânus e do comprimento funcional da uretra, e melhorar a transmissão neural intra-abdominal.

O parto é um dos momentos mais esperados pelas mamães e o momento em que vão dar à luz precisa ser de confiança e tranquilidade. As terapias que antecedem o parto garantem uma recuperação mais rápida e saudável, sem muitos riscos de complicações. Esse acompanhamento é realizado sob supervisão de um(a) fisioterapeuta especializado(a) em assoalho pélvico.

Os exercícios gestacionais podem começar a partir do terceiro trimestre, após a liberação do obstetra, com exercícios respiratórios, que são importantes no momento do trabalho de parto. Em seguida, é iniciado o exercício de fortalecimento do assoalho pélvico.

O EPI-NO é um dispositivo composto por um balão de silicone inflável que simula a cabeça do bebê. Ele alonga a musculatura perineal de forma progressiva a partir da 35° semana de gestação para prevenir a laceração perineal e a episiotomia, o corte na vagina feito em alguns casos na hora do nascimento. No treinamento, é feito a insuflação progressiva do balão para que se tenha o alongamento da musculatura do períneo. Com o balão insuflado, é possível ainda treinar a expulsão, posições para o parto e respiração adequada para a expulsão, simulando o momento do parto.

Outra terapia indicada a partir da 34ª semana é a massagem perineal, que tem como objetivo alongar a musculatura do assoalho pélvico, permitindo uma maior flexibilidade para a passagem do bebê. Quando a mulher tem controle e melhora a musculatura do assoalho pélvico, ela está prevenindo possíveis disfunções como perdas urinárias, que são comuns na gravidez e também após o parto. O trabalho é preventivo, visando sempre o bem-estar da mulher e a redução de danos no pré e pós-parto, independentemente de ser normal ou cesariana.

Mitos cânceres da região pélvica como vaginal, próstata, bexiga e reto irão necessitar de radioterapia adjuvante. A radioterapia atualmente vem evoluindo e causando menos lesão aos tecidos sadios e focando mais na lesão. Contudo, infelizmente, ele ainda causa efeitos colaterais como a fibrose e alterações nas funções urinárias e evacuatórias.

A fisioterapia na radioterapia trabalha prevenindo as complicações através de exercícios para a manutenção do movimento da musculatura pélvica, liberação miofascial e eletroterapia para neuromodular a bexiga, devolvendo conforto e qualidade de vida para as pessoas no tratamento do câncer.

A prática da ginástica íntima vem crescendo muito no Brasil e se popularizando, pelos seus benefícios na vida sexual da mulher (melhora do orgasmo) e redução das dores pélvicas. Contudo, por preconceito, muitas mulheres não se permitiam conhecer o seu corpo e seus músculos íntimos, mas graças à ciência e seus estudos, essa realidade vem mudando.

Os exercícios de Kegel (contração e relaxamento dos músculos pélvicos) melhoram a vascularização, a força e a percepção vaginal.